quarta-feira, 14 de março de 2012

A caixa amarela


Ontem chegou uma caixa. Amarela. Nem grande, nem pequena. Com aquela letra conhecida, alguns anos de amizade e trocas. Receber presente pelo correio, endereçado ao meu nome me dá frio na barriga... As correspondências de uma forma geral me emocionam... Lembram a Madrinha, que mesmo morando longe, sempre me enviava uma caixa dessas, um pacote, uma encomenda... e tinha sempre magia dentro – geralmente nessa época do ano, março, quando completo/inicio/renovo algum Ciclo (quem sabe de aprendizagem). Ontem abri a caixa e lá estava outra caixinha – como bonecas russas – decorada manualmente, com bolas de todas as cores e ao ser aberta pularam sonhos, imagens, palavras, música e até uma flor, pro meu cabelo. Um pequeno príncipe para me lembrar de alimentar minha criança interna, a flor para enfeitar os cachos, Zoli para tocar a alma e Galeano para tatuar a pele.

Eles são dois por engano. A noite corrige. (Eduardo Galeano)

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